Morreu em Guaraí na tarde desta sexta-feira, 30 de janeiro, a cadelinha comunitária “Carmela”. Ela havia sido acolhida em outubro do ano passado pela protetora Claudia Helena Benício, da Associação Casa do Vira-lata, após ter sido encontrada com os olhos saltados para fora. Ninguém sabe dizer ao certo, mas tudo indica que possa ter sido vítima de maus tratos ou então de atropelamento.
“Carmela” era tratada como companheira de muitos e vista com frequência no Centro de Guaraí. Ela era castrada, vacinada e sempre muito bem cuidada, mesmo não tendo lar fixo. O tratamento que recebia era parecido com o do cão “Orelha”, evidentemente que antes dele ser violentamente agredido por adolescentes onde vivia em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina.
Segundo Claudia Helena, a cadelinha acabou tendo um fim melancólico. Além da lesão nos olhos que a deixou cega ela acabou tendo outras doenças e foi piorando. “A gente tentou juntar dinheiro para ajudá-la, mas o caso era realmente muito difícil e não conseguimos, apesar do esforço. A perda da visão também tirou sua liberdade. Tentamos até o fim, mas ela se foi”, comentou a protetora.
Leis existem, mas só no papel
Não se pode reclamar das leis, pois existem muitas relacionadas a proteção animal. O que falta em Guaraí e em boa parte dos municípios brasileiros é na verdade uma política pública que tenha como foco o que muitos consideram como uma “grave questão de saúde pública”, promovendo castração, acolhimento, adoção responsável e punindo com rigor quem comete crimes.

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