O taxista Vilmar Fernandes Barbosa, de 49 anos, que havia sido transferido de Guaraí para Araguaína no último dia 19 de abril, faleceu na madrugada desta terça-feira, 12 de maio, após sofrer pelo menos cinco paradas cardiorespiratórios. O caso teve ampla repercussão nas redes sociais, após familiares implorarem por uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Vítima de sinistro de trânsito, Vilmar, que residia em Conceição do Araguaia (PA), se encontrava inconsciente. Segundo informações, ele vinha sendo assistido de perto por uma equipe de especialistas. Antes de ser transferido, chegou a ficar mais de 24h sem suporte adequado, já que Guaraí não conta com UTI e o pedido de transferência vinha sendo negado tanto em Palmas como em Araguaína.
De lá para cá, outros casos
Cabe ressaltar que os relatos sobre a falta de vagas em UTIs do Tocantins só aumentaram. Profissionais ouvidos, mas que preferem não ser identificados, afirmam que o hospital de Guaraí enfrenta carência de estrutura física, especialistas e exames, além da dificuldade para transferir pacientes graves. Casos como infarto e traumatismos aguardam dias por tratamento adequado.
“É frustrante para nós profissionais e angustiante para as famílias. Nem sempre conseguimos oferecer o suporte que o paciente realmente precisa e isso gera sofrimento para todo mundo que está envolvido com o caso. Tem paciente que fica aqui entubado por dois ou três dias sem tratamento, só mantendo com o mínimo que podemos fazer”, relata uma profissional que atua em Guaraí.








