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Campanha alerta sobre número elevado de cães diagnosticados com “calazar” em Guaraí


Foto: Divulgação - O teste rápido para o calazar está disponível gratuitamente no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e é um método seguro para detectar se o cão ou gato está infectado.
Foto: Divulgação - O teste rápido para o calazar está disponível gratuitamente no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e é um método seguro para detectar se o cão ou gato está infectado.

Publicado em 10/08/2018 16:40 - Categoria: Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Guaraí promove desde o início desta semana uma mobilização para alertar a comunidade em relação ao alto número de casos confirmados de leishmaniose em cães e gatos. Conhecida popularmente como “calazar”, a doença também pode ser transmitida em humanos, causando inclusive sérias complicações, incluindo a morte.

 

De acordo com dados mais recentes da própria Secretaria Municipal de Saúde de Guaraí, quase 300 testes rápidos para identificação da doença realizados entre janeiro e julho deste ano deram positivo para a doença, sendo que 90% dos casos acometem cães. Vale destacar que a doença, transmitida através da picada do mosquito-palha (flebótomo) é considerada incurável em animais.

 

O teste rápido para o calazar está disponível gratuitamente no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e é um método seguro para detectar se o cão ou gato está infectado. Por se tratar de uma doença incurável, a recomendação é de que o animal seja sacrificado, apesar de correntes científicas defenderem que, dependendo da situação, é possível controlar ou até curar a infecção.

 

Foto:Ilustração/Internet

Mosquito-palha infectado pode transmitir a doença ao picar humanos; tratamento neste caso é agressivo e dura cerca de 30 dias.

 

“A recomendação das autoridades sanitárias é para que os animais infectados com calazar sejam sacrificados, infelizmente esta é uma questão de saúde pública. Neste ano já confirmamos três casos de transmissão em humanos aqui em Guaraí, dois do tipo tegumentar, que afeta a pele e um visceral, que atinge às vísceras”, destaca a secretária Marlene de Fátima Sandri Oliveira.

 

No caso da infecção em humanos, contaminados também através da picada do mosquito-palha que entrou em contato com um animal infectado, o tratamento é considerado agressivo, realizado ao logo de 30 dias. Além de causar efeitos colaterais como dor de cabeça, edemas faciais e alterações hepáticas, as medicações são ministradas em centros especializados fora da cidade.

 

Para evitar a propagação da leishmaniose, aconselha-se primeiramente evitar a proliferação do mosquito-palha, mantendo os ambientes limpos, livre de entulhos e acúmulo de lixo. Higiene e limpeza são fundamentais para diminuir a incidência do transmissor. O uso de telas em portas e janelas também é recomendado. Encoleirar o animal com coleira repelente é medida preventiva fundamental.

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