A resposta a essa pergunta define o rumo da pecuária em qualquer propriedade rural. Infelizmente, ainda prevalece a tendência de não se tratar as pastagens como lavoura, embora sejam elas que produzem os alimentos mais nobres da nossa mesa: a carne e o leite.
Muitas vezes, as pastagens são negligenciadas e deixadas à própria sorte, em uma gestão baseada no acaso, onde o produtor espera que “tudo dê certo neste esse ano” para tentar a sorte novamente no próximo. Essa postura compromete uma das atividades mais tradicionais do agronegócio brasileiro.
O cenário de degradação e suas causas
Os dados revelam uma realidade preocupante: em uma imensidão de 160 milhões de hectares de pastagem, grande parte se encontra em processo de degradação. Esse processo, embora lento e gradual, manifesta sintomas claros: baixa oferta de capim, excesso de plantas invasoras, presença de cupinzeiros e formigas e, no pior cenário, erosão do solo.
As principais causas de degradação de pastagens são bem conhecidas: manejo inadequado da fertilidade do solo pela falta de reposição de nutrientes, uso de gramíneas não adaptadas à região, estabelecimento incorreto do pasto e descumprimento das recomendações de manejo, o que frequentemente resulta em superpastejo. Esses fatores não apenas interferem no rendimento da planta, mas ferem diretamente na rentabilidade do negócio.
O caminho para a recuperação produtiva
Para reverter o quadro de baixa produtividade do pasto, o primeiro passo é aprimorar o manejo global da propriedade com a adoção de processos claros e rigorosos.
Estas simples medidas podem corrigir a rota da atividade: 1) fornecimento de água limpa e acessível aos animais; 2) divisão estratégica dos pastos para melhorar o manejo; 3) ajuste preciso entre a oferta de capim e a demanda dos animais, respeitando a capacidade de suporte da pastagem.
Ao dominar essas etapas, o produtor deve voltar sua atenção para a base de tudo: o solo. O ponto de partida é realizar uma boa amostragem que represente bem a fazenda. A análise química pode identificar a necessidade de correções da acidez (pH) e de reposição de nutrientes, como fósforo, potássio, enxofre, dentre outros.
Atualmente, existem diversas estratégias para restaurar a capacidade produtiva das pastagens, desde a adubação e o manejo rotacionado até a implantação de sistemas complexos, como a Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Um diagnóstico preciso sobre o nível de degradação da pastagem é essencial para orientar a tomada de decisão do produtor rural.
Decisão estratégica
Um diagnóstico preciso sobre o nível de degradação é o ponto de partida para qualquer tomada de decisão segura. A escolha da melhor estratégia depende da capacidade operacional da fazenda, dos custos operacionais, do acesso ao crédito e de uma assistência técnica de qualidade. Contudo, o fator determinante é a vontade de mudança do produtor.
Para aprofundar esse debate, o manejo estratégico para a recuperação de pastagens e os indicadores essenciais de desempenho serão temas centrais da palestra apresentada durante o 11º Dia de Campo Embrapa e ABCZ, com a participação da Baldan Implementos Agricolas. O evento, que ocorre no dia 27 de abril, durante a Expozebu 2026, será uma oportunidade única para o pecuarista começar a organizar sua estratégia para transformar seu pasto em uma verdadeira mina de ouro.
SERVIÇO
Evento: 11º Dia de Campo ABCZ e Embrapa
Data: 27 de abril de 2026
Horário: 8h às 13h
Local: Estação Experimental Orestes Prata, Uberaba (MG)
Inscrição gratuitas (WhatsApp): (34) 99135-6861 / (34) 99945-1355
