Opinião

O DILEMA DAS BETS NO BRASIL

Foto de Fernando Henrique Freire Machado

Com as eleições chegando, o Presidente Lula mudou o discurso sobre as apostas esportivas (as "bets"). Depois de ele mesmo assinar a lei que liberou o jogo no Brasil em 2023, agora tenta se afastar da crise de dívidas que ele ajudou a criar. O motivo da liberação foi arrecadar impostos, quase R$ 10 bilhões em 2025, mas o preço social está sendo alto demais.

 

Como profissional do Direito, vejo que essa lei deu um "ar de legalidade" para algo que vive de explorar a fraqueza das pessoas. O resultado é trágico: 80% das famílias brasileiras estão endividadas e bilhões de reais do Bolsa Família foram parar em apostas. Agora, o governo tenta fugir da responsabilidade de forma covarde.

 

Dizer que "liberou para poder fiscalizar" é uma desculpa política conveniente. Na verdade, o Estado deixou que influenciadores vendessem o azar como se fosse um investimento. O Direito deveria servir para proteger os mais pobres, os "hipossuficientes", como vemos diariamente no trabalho na Defensoria em Guaraí, e não para encher os cofres do governo com o dinheiro do vício.

 

O próprio Lula disse recentemente ser contra o jogo e até a intenção de fechar as bets. Se olharmos para a Bíblia, entenderemos o motivo. Em Provérbios 28:20, lemos que "quem tenta enriquecer depressa não ficará impune". As apostas são o contrário do valor do trabalho. O vício destrói famílias, exatamente como alerta 1 Timóteo 6:9-10, sobre o desejo de dinheiro fácil que mergulha as pessoas na ruína.

 

Agora, o governo tenta empurrar a situação para o Congresso ou para a Justiça, lançando programas como o "Desenrola" para tentar consertar o estrago que ele mesmo causou ao liberar a jogatina.

 

Se a intenção de fechar as "bets" é real, ela deve vir acompanhada de uma profunda revisão sobre o papel do Estado na proteção da família. No entanto, o que vemos na prática é uma contradição histórica: enquanto o discurso oficial agora simula preocupação, a agenda esquerdista sempre caminhou no sentido oposto, negligenciando os valores e a estrutura da família brasileira em favor de um projeto de poder que prioriza o controle estatal e a arrecadação, mesmo que isso custe o patrimônio e a paz dos lares brasileiros.

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