Representantes da Prefeitura de Guaraí e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) voltaram a se reunir nesta última quarta-feira, 11 de março, com o objetivo de discutir o pagamento dos retroativos do piso dos professores. A entidade representativa divulgou nota informando que houve avanços na pauta, que gera divergências e se arrasta desde 2022.

 

A proposta inicial, apresentada no fim de janeiro, previa o cálculo dos retroativos com base nas tabelas salariais utilizadas nos anos de 2022 e 2023, limitando o pagamento apenas a esse período. Durante a nova reunião, os representantes do sindicato defenderam que os valores devidos sejam calculados considerando os parâmetros mais atualizados, previstos na legislação educacional vigente.

 

No entendimento dos representantes do sindicato profisisonal, o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do Magistério Municipal de Guaraí, sancionado em 2026, representa um critério mais justo para este cálculo. As negociações avançaram para a possibilidade de adotar os índices vigentes, o que ampliaria o alcance dos retroativos também para os anos de 2024 e 2025.

 

Ficou acordado que até o dia 31 de março será realizada uma nova reunião entre o sindicato e a prefeitura. Na ocasião, o município deverá apresentar uma proposta mais detalhada, acompanhada dos cálculos referentes aos valores devidos. Depois disso, o tema será submetido à Assembleia Geral da categoria para análise e o indicativo é de que o acordo tende a ser finalmente firmado.

 

Para a presidente regional do Sintet em Guaraí, que também é professora da rede municipal de Guaraí, Iolanda Bastos, o avanço nas negociações é resultado da mobilização intensa. A abertura do diálogo também foi influenciada por decisão judicial favorável obtida em ação movida pela entidade, que reconheceu a legitimidade dos direitos reivindicados pelos profissionais da educação.