O Tocantins poderá ganhar uma das conexões ferroviárias mais estratégicas do país. A Transnordestina Logística, controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), apresentou ao Governo Federal uma proposta para ligar a Ferrovia Transnordestina à Ferrovia Norte-Sul por meio do município de Guaraí, substituindo o traçado originalmente previsto até Porto Franco no Maranhão.
A proposta ainda está em análise e um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental será contratado para comparar os dois corredores e definir qual apresenta melhores condições de implantação. Pelo projeto, o novo trecho partiria de Eliseu Martins, no Piauí, e seguiria até o Terminal de Guaraí no Tocantins, totalizando 654 quilômetros, 34 a mais que o trecho maranhense.
Apesar da maior extensão, a concessionária afirma que o trajeto pelo Tocantins pode reduzir custos e dificuldades de construção por evitar áreas urbanas, terras indígenas, comunidades quilombolas, unidades de conservação e regiões de relevo mais acidentado, fortalecendo a integração logística entre a produção agrícola e ampliando o transporte de grãos, minérios e produtos industrializados.
Caso seja aprovada, a nova ligação ainda precisará passar por definição do traçado, licenciamento ambiental e modelagem econômica antes do início das obras. Se a conexão com Guaraí for confirmada, o Tocantins poderá consolidar sua posição como um dos principais entroncamentos ferroviários do Brasil, integrando as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e os portos do Norte.
Sobre a Transnordestina
A Transnordestina é uma das maiores obras ferroviárias do Brasil. Com 1.206 quilômetros de extensão, busca ligar o interior do Piauí ao Porto do Pecém, no Ceará, passando por Pernambuco. A ferrovia pretende reduzir custos de transporte de grãos, minérios e outros produtos. Iniciada em 2006 e marcada por atrasos, a obra entrou em fase mais avançada e deve ser concluída por etapas.




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