Luzinete Barbosa Ferreira, de 53 anos, conhecida como “Mesquita”, procurou a redação do Guaraí Notícias nesta sexta-feira, 10 de julho, pedindo apoio na busca por atendimento médico e internação da filha, Alessandra Ferreira Noleto, de 30 anos. Segundo a mãe, Alessandra é esquizofrênica e estaria vivendo nas ruas de Guaraí há mais de cerca de cinco meses, sem acompanhamento regular.
Moradora do Jardim Alto Alegre, Luzinete trabalha como empregada doméstica e afirma não ter condições financeiras de custear um tratamento particular. Ela relata ainda que a filha deixou a residência da família e passou a rejeitar qualquer tentativa de aproximação, apresentando comportamento agressivo em alguns momentos. A mãe diz temer pela segurança da filha, apesar da falta de contato.
Foto: Divulgação

Alessandra vive nas ruas há mais de cinco meses.
“Eu só quero que minha filha receba tratamento e volte a ter uma vida digna. Sozinha, eu não consigo resolver essa situação e preciso que os órgãos responsáveis me ajudem”, afirmou Luzinete. A mãe diz que já tentou convencer Alessandra a aceitar atendimento, mas não obteve resultado. Por isso, pede atuação conjunta da rede de saúde, da assistência social e dos demais órgãos.
Alessandra é mãe de duas crianças, de 9 e 10 anos, que atualmente vivem com o pai. Conforme Luzinete, os primeiros problemas de saúde mental teriam surgido após um quadro de depressão pós-parto e se agravado ao longo dos últimos três anos. A família afirma que a situação se tornou mais delicada nos últimos meses, período em que ela passou a viver nas ruas e evitar familiares.
Foto: Arquivo Pessoal

Luzinete está em busca de tratamento para a filha.
Já procurou Defensoria
Luzinete também procurou a Defensoria Pública do Tocantins (DPE/TO) e recebeu a lista de documentos necessários para pedir a internação compulsória da filha. Entre eles estão documentos pessoais, cartão do SUS, comprovante de endereço, laudo psiquiátrico atualizado, estudo social, prontuários médicos e registros de atendimentos realizados nos últimos 12 meses pela rede local.
Envolvimento com furtos
Segundo relatos apresentados por Luzinete, Alessandra teria se envolvido em episódios de pequenos furtos e já foi abordada por forças de segurança em diferentes ocasiões. Na maior parte dos casos, os objetos foram recuperados e as vítimas não formalizaram ocorrência. Diante da situação, nota-se que o histórico de saúde exige uma abordagem técnica, cuidadosa e humanizada.








