Opinião

BEACH TENNIS: MUITO ALÉM DE UM JOGO

Foto de Fernando Henrique Freire Machado

Confesso que fui ao meu primeiro campeonato de beach tênnis neste fim de semana, aqui em Guaraí, movido mais pela curiosidade do que por qualquer outra coisa. Voltei para casa encantado.

 

O que vi ali não foi apenas um torneio curto, com jogos bem disputados e organização eficiente. Vi um retrato bonito da nossa cidade. Homens e mulheres, adolescentes e senhoras de meia-idade, mães de família, trabalhadores, empresários, jovens iniciantes e atletas já experientes — todos dividindo o mesmo espaço, a mesma quadra, a mesma vibração.

 

O beach tênnis é incrivelmente democrático. Não importa a classe social, o nível técnico ou a idade: todos cabem na areia. E isso, por si só, já é uma revolução silenciosa.

 

Muito além do esporte

 

O evento contou com patrocinadores locais, profissionais de fisioterapia acompanhando os atletas e empreendedores fornecendo alimentos. Ou seja, não é apenas esporte — é fortalecimento da economia local. É a cidade girando em torno de algo saudável, positivo e agregador.

 

Há algo poderoso quando uma prática esportiva consegue unir saúde, lazer, empreendedorismo e convivência social no mesmo ambiente. O beach tênnis fez isso em Guaraí.

 

E fez mais: está tirando pessoas do sedentarismo.

 

Conversei com participantes que perderam 5, 10 e até 15 quilos depois que começaram a jogar. Mas, curiosamente, ninguém falava apenas de peso. Falavam de disposição, de autoestima, de amizades novas, de qualidade de vida. O corpo muda, mas a mente também.

 

Um esporte que inspira gerações

 

Talvez o que mais tenha me emocionado tenha sido ver as crianças jogando. Vi um amiguinho da minha filha atuar como se estivesse disputando a final de uma Copa do Mundo — concentração absoluta, vibração a cada ponto, seriedade no saque, parceria no jogo. Era dedicação pura.

 

E as meninas? Jogando como gente grande.

 

Minha filha, de 12 anos, ficou fascinada. E eu também.

 

Já entrei em contato com um professor para começarmos juntos. Quero aprender ao lado dela. Quero dividir a quadra, errar bola, comemorar ponto, suar na areia e, principalmente, viver essa experiência como pai.

 

Poucas coisas aproximam tanto quanto aprender algo novo juntos.

 

Um movimento que merece apoio

 

Guaraí está vivendo algo bonito. O beach tênnis não é apenas uma “moda”. É um movimento social saudável. É prevenção à obesidade. É combate ao estresse. É ocupação positiva do tempo livre. É integração.

 

É comunidade.

 

Saí daquele campeonato com uma certeza serena: o beach tênnis não é apenas um esporte que está “na moda” em Guaraí — é um movimento que está mudando a forma como nos encontramos, nos cuidamos e nos relacionamos.

 

Ele aproxima pais e filhos, cria amizades, fortalece o comércio local, devolve autoestima, melhora a saúde e, de quebra, enche a cidade de vida. Não é só sobre ganhar partidas. É sobre ganhar qualidade de vida.

 

Da próxima vez, não estarei apenas à beira da quadra observando. Estarei na areia, aprendendo, errando, tentando de novo — ao lado da minha filha, dividindo risadas, suor e pequenas vitórias.

 

E quem sabe, um dia, eu também comemore um ponto com aquela mesma intensidade que vi nos olhos daquele menino. Porque, no fundo, é disso que se trata: viver cada momento como se fosse uma final — não pelo troféu, mas pela alegria de estar ali.

 

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