O guaraiense Oséas Andrade de Sousa, de 28 anos, vive um drama desde o grave sinistro de trânsito registrado na noite do último dia 19 de junho, no Centro de Guaraí. Ele estava na garupa de uma motocicleta conduzida pelo amigo Victor, de 23 anos, quando ambos foram atingidos violentamente por um carro. Segundo registros policiais, o motorista, de 20 anos, apresentava sinais de embriaguez e participaria de uma suposta disputa de velocidade (racha).
Após exatos 10 dias de internação, procedimentos cirúrgicos e tentativas de preservar o membro, Oséas recebeu a notícia, nesta última segunda-feira, 29 de junho, que terá a sua perna esquerda amputada em razão da gravidade das lesões. Ele permanece internado na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Regional de Araguaína (HRA), onde segue recebendo tratamento. Victor também sofreu ferimentos, mas não precisou permanecer hospitalizado.
Diante da necessidade, familiares fazem apelo por doadores de sangue dos tipos O+ e O- nas redes sociais. As doações devem ser realizadas, preferencialmente, no Hemocentro de Araguaína. Paralelamente, a família promove uma campanha para custear as despesas gerais. A vaquinha, até agora, arrecadou cerca de R$ 4 mil e as contribuições voluntárias podem ser feitas via PIX pela chave (63) 9 9999-8095, em nome de Maria Aparecida de Andrade, que é a mãe da vítima.
Em nota divulgada nas redes sociais, a irmã de Oséas, Maina Andrade, manifestou indignação com o ocorrido e cobrou publicamente responsabilização dos causadores do sinistro. "É revoltante o que aconteceu. Um jovem trabalhador, que sempre viveu corretamente e nunca fez mal a ninguém, passar por isso. E ainda assim, terá sua vida transformada por causa da irresponsabilidade de quem decidiu dirigir embriagado e em alta velocidade".
As investigações do caso seguem sob responsabilidade da 47ª Delegacia de Polícia (47ª DP) de Guaraí, ligada a Polícia Civil do Tocantins. O motorista do carro que atingiu a moto onde estavam Oséas e Victor foi preso em flagrante ainda no dia dos fatos e, conforme o boletim de ocorrência, recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Ainda segundo o registro policial, ele apresentava odor etílico, sonolência e outros sinais compatíveis com ingestão de bebida alcoólica.





.jpg&w=3840&q=75)


