O Ministério Público do Tocantins (MPE/TO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira, 30 de junho, uma operação para desarticular um dos principais núcleos de atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado, incluindo em Guaraí. A ação resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, 14 de busca e apreensão e no sequestro de ativos estimados em mais de R$ 1 milhão.
Além de Guaraí, as diligências ocorreram simultaneamente em Araguaína, Gurupi, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, todas com ordem judicial expedida pela Justiça após representação do próprio Gaeco. A investigação é um desdobramento da Operação “Regresso II” e teve origem na análise de celulares apreendidos anteriormente, que revelaram uma estrutura criminosa mais ampla e organizada do que a identificada na fase inicial das apurações.

Segundo o Gaeco, os investigados integravam o chamado "Tribunal do Crime", responsável por impor regras internas, julgar integrantes e aplicar punições dentro da facção. Os suspeitos exerciam a função de "disciplina", fiscalizando o cumprimento das normas e garantindo o controle territorial. Também foi identificado um esquema de lavagem de dinheiro, com movimentação de recursos por transferências eletrônicas, principalmente por meio do sistema PIX.
A operação contou com a participação direta de equipes da Polícia Militar (PM), Polícia Penal (PP) e Polícia Civil (PC), além de grupamentos especiais destas respectivas forças de segurança e delegacias regionais dos municípios envolvidos. De acordo com o MPE/TO, a organização criminosa possuía divisão de funções, atuação contínua e envolvimento em crimes como tráfico, lavagem de dinheiro e violência organizada. As investigações seguem em andamento.






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