A morte de um idoso durante a pandemia de Covid-19, após atendimento feito por uma falsa médica em Guaraí, segue gerando desdobramentos judiciais quase 5 anos depois. O caso continua repercutindo por evidenciar falhas graves no sistema de controle e validação de profissionais dentro da rede pública.
Euzébio Correia da Silva, de 86 anos, estava internado no Hospital Regional de Guaraí (HRGUA) em 2021, quando foi atendido por uma mulher que se apresentou como médica usando documentos falsos. Ela realizou procedimentos invasivos, incluindo intubação, mas sem possuir habilitação.
Após a intervenção irregular, o idoso apresentou complicações severas, incluindo quadro de taquicardia ventricular, que evoluiu para óbito. A sequência dos fatos reforçou a suspeita de imperícia no atendimento, já que os procedimentos foram executados por alguém sem qualificação comprovada.
A Justiça do Tocantins reconheceu a responsabilidade do Estado, destacando falhas na fiscalização e no credenciamento de profissionais. Em decisões recentes, foram fixadas indenizações: R$ 100 mil para cinco filhos em 2025 e, posteriormente, mais R$ 20 mil a outro herdeiro, ampliando a responsabilização.
Mesmo com condenações já definidas, o caso ainda não foi totalmente encerrado. O inquérito policial segue em fase final e sob sigilo, enquanto o episódio mantém o debate ativo sobre a fragilidade dos controles em períodos críticos, como a pandemia, e a necessidade de rigor na verificação profissional.
BAIXE AQUI a decisão completa.
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Obs.: As decisões de 2025 e a mais nova de 2026 ainda cabem recursos.








