Daniel Vorcaro é um daqueles nomes que mesmo o mais desatento dos brasileiros já ouviu falar. É o homem que uniu, ainda que de maneira forçada, todos os vieses políticos de uma nação que, até então, parecia muito bem dividida entre os que acreditavam que finalmente teriam acesso a picanha ou aqueles que eram ferozes defensores da tradicional família brasileira, armada é lógico. Embora o cenário político tenha nos apresentado uma terceira via possível, e quem sabe a mais adequada, um Psiquiatra.
Vorcaro nos fez sentar à mesa de jantar e entender de uma forma didática que essa briga entre esquerda e direita, é coisa para a 5ª série, que o adulto pensa somente e apenas, em si mesmo. E foi com esse entendimento que ele reuniu em festas que Calígula ficaria de queixo caído, homens de bem, cidadãos que aos domingos pregam de maneira fervorosa em templos lotados. Mas, calmem, se acalmem, esse mesmo Vorcaro, este sim um Coach de respeito sobre relações humanas, trouxe para si os mais diversos nomes da esquerda, para que saibam todos, esse artigo não pretende defender nenhum dos lados, apenas nos estapear de forma direta sobre nossa histeria coletiva em termos a vã esperança de que neste chafariz de fezes alguém de fato se salve.
O modus operandi do CEO do Banco Master possuía uma estrutura que se enraizava de forma endêmica por todos os setores, e para isso, ele utilizava dentre tantos outros, Fábio Zettel, seu cunhado e pastor da Igreja da Lagoinha, sim isso mesmo, era uma farofa que não dispensava ingrediente algum, do crente ao ateu, todos, absolutamente todos, estavam convocados ou melhor dizendo, eram personas bem gratas nesse pandemônio que nos mostrou um fato, este sim, nenhum de nós pode negar, que essa briga entre esquerda e direita fica apenas para nós que estamos além e aquém do poder, porque no frigir dos ovos, o que de fato une os homens com poder é unicamente uma coisa: O dinheiro.
Bem, mas, já de início eu avisei que Vorcaro tem a capacidade de juntar, e nesse processo não ficariam de fora nossos Ministros do Supremo, claro, o mais ousado Alexandre de Moraes, que ontem nos premiou com uma atuação banhada em um suposto desespero, pincelado com frases de efeito que mais parecia uma briga entres ex-amigos, onde um acusa e ameaça soltar os podres dos outros. E não se preocupe, você não precisa entender de Direito, interpretar leis, o que o Brasil assistiu foi apenas e tão somente uma rinha de galos onde a intenção é ferir o outro, mas jamais sangrar sozinho.
Embora, com a frase do poético Gilmar Mendes, eu tenha a leve impressão, apenas impressão, para que se diga o mínimo, de que como muitas outras coisas no Brasil tudo acabe em pizza, e logo, logo, voltemos a debater sobre quem é nosso malvado favorito, afinal de contas, “Não se pode expor um colega, mesmo que ele esteja eventualmente envolvido. Até a máfia tem ética.”
