Opinião

THALES MACHADO - SOBRE UMA DOR COLETIVA!

Foto de Marcos André Silva Oliveira

Há uma comoção, uma dor, uma angústia que hoje atingem um país, que mesmo sem conhecer os envolvidos nessa tragédia, mergulhou em um luto que não encontra explicação. A sensação que fica é a de que perdemos alguém próximo.

 

Como o fato se tornou de domínio público, eu penso ser fundamental, que na busca de tentar entender o ocorrido, termos a consciência que, de ambos os lados por aqui ficaram pessoas que amavam os meninos, o pai, e que inevitavelmente estão destroçados, e assim permanecerão, talvez por uma vida inteira.

 

Portanto, antes de pôr os dedos em ação para confeccionar mais uma sentença no famigerado tribunal da internet, pare ao menos por um instante e se questione, e se esse tiro tivesse atingido um dos meus? E se o sangue vertido carregasse o meu código genético? E se a família enlutada fosse a minha? E se todo o julgamento estivesse direcionado para quem eu amo?

 

Dói o ocorrido, e fica notório que em algum momento mergulhamos numa crueldade coletiva que nem Saramago conseguiria traduzir, Freud definir ou a Literatura Grega descrever. Perdemos a mais essencial das nossas características, a humanidade.

 

Agora não importa quem errou e quem traiu, precisamos nos unir, de alguma forma, para que a empatia tão conceituada seja posta em prática. Afinal de contas, a dor do outro hoje, pode perfeitamente ser a minha em um futuro nem tão distante.

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