Sempre ressalto que, em qualquer iniciativa, o mais difícil é saber por onde começar.
Primeiro, faço uma analogia com a participação e o envolvimento de toda a sociedade brasileira com o futebol, em especial no período da Copa do Mundo.
Assim como na Copa, as ruas, praças e os estabelecimentos comerciais poderiam receber pinturas com nomes de livros, frases de escritores famosos, períodos e estilos literários. A própria história da escrita poderia fazer parte dessas pinturas, que deveriam tomar conta das cidades brasileiras.
Os veículos de comunicação de grande circulação deveriam trazer matérias sobre literatura, inclusive com premiação para trabalhos e pesquisas escolares sobre esse tema, a fim de arraigar o conhecimento nas pessoas de maneira involuntária.
Grupos de amigos poderiam criar círculos de leitura para realizar reuniões entre os membros e discutir a leitura de livros, preferencialmente de um mesmo título. Ou cada um faria um resumo de um livro diferente e o colocaria para debate.
Pais e responsáveis deveriam, mesmo que isso exigisse esforço e, sobretudo, senso de responsabilidade, começar a fazer a leitura de livros para as crianças desde bem pequeninas.
E, mesmo que os moradores não tenham lido, toda casa deveria ter alguns livros, cinco seria uma quantidade recomendável, dispostos em locais bem visíveis. Um ou mais livros poderiam despertar a curiosidade de algum parente ou visitante.
As redes sociais deveriam criar quizzes sobre literatura para incentivar a participação das pessoas por meio de perguntas objetivas e claras.
Programas de televisão aberta poderiam mostrar livros nos programas de maior audiência. Pessoas famosas também poderiam mencionar os livros que estariam lendo.
Há várias outras iniciativas. Mas a principal deveria vir das escolas. Na maioria delas, os jovens concluem o ensino médio sem ter lido nenhum romance. Os resultados são textos recheados de erros, como esses, retirados da internet, principalmente de redes sociais: calvogada (cavalgada) – prispe (príncipe) – valou (valor) – benecies (benesses) – ardios (ardis) - fassio (fácil) – transmição (transmissão) – assesso (acesso) – lamentavio (lamentável) - inventações (invenções). Alguns desses erros são de pessoas com curso superior completo.
Só para reforçar àqueles que têm dúvidas sobre as vantagens de praticar a leitura, eis alguns dos eventuais benefícios. A leitura serve para entender melhor o mundo; organizar os pensamentos; ampliar a visão de vida; treinar a atenção e tornar-se uma pessoa mais difícil de manipular.
