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O Brasil do ódio ao gênero feminino


Foto: Arquivo Pessoal - Precisamos dar mais atenção ao tema e enfrentar este problema com o fortalecimento dos sistemas de proteção às mulheres. Nossa sociedade evoluiu e precisa continuar garantindo direitos iguais.
Foto: Arquivo Pessoal - Precisamos dar mais atenção ao tema e enfrentar este problema com o fortalecimento dos sistemas de proteção às mulheres. Nossa sociedade evoluiu e precisa continuar garantindo direitos iguais.

Publicado em 11/02/2019 10:00 - Categoria: Opnião

Por Joab Cardoso Guedes.

 

Apesar de não estar representando este grupo, se torna evidente nas mídias e nos meios sociais a violência sobre a figura feminina em nosso país. Tal cenário ocorre motivado por diversos fatores, que normalmente envolvem heranças históricas ou familiares. A hostilidade e o ódio vivido por pessoas do gênero feminino, além de deixar marcas físicas, também pode levar a morte ou provocar danos psicológicos difíceis de serem superados.

 

Antes mesmo do nascimento, a mulher é sempre descrita e esperada como frágil, pré-concebida para uma vida de submissões - “Bela, recata e do lar”. Estes e tantos outros ensinamentos, muitas vezes impostos, dão força ao cenário vivido no Brasil. Inferiorizadas perante os homens, as mulheres precisam aprender desde cedo a prevalecer seu gênero no meio de uma sociedade machista, e que apesar de ter evoluído, ainda precisa melhorar muito.

 

Nesse contexto, a violência doméstica vem crescendo, mesmo com a vigência de leis que na teoria garantem maior punição aos agressores, como por exemplo: a Lei Maria da Penha. Em geral, as mulheres ainda se sentem intimidadas a denunciar, pois a legislação, apesar de garantir proteção, não prevê o enfrentamento direto deste problema na realidade do dia-a-dia. Na grande verdade é que temos leis para proteger, mas um sistema que não protege.

 

O ódio expresso contra o gênero feminino no Brasil também atinge mulheres transexuais. Dados da ONG TGEU (Transgender Europe), apontam que o Brasil é o país onde mais pessoas com este perfil são assassinadas. Em relação as mulheres cisgênero (que si identificam com o gênero de nascimento), o Brasil ocupa o 5° lugar em feminicídios (homicídios de mulheres), ficando atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia (dados da ONU).

 

Precisamos dar mais atenção ao tema e enfrentar este problema com o fortalecimento dos sistemas de proteção às mulheres. Nossa sociedade evoluiu e precisa continuar garantindo direitos iguais. Não se pode medir a capacidade ou o potencial de alguém pela sua cor, raça ou gênero. Todos temos como contribuir, basta apenas que nossos direitos sejam respeitados e protegidos.

 

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Joab Cardoso Guedes é acadêmico do 7º período do curso de Ciências Biológicas da Faculdade Guaraí (FAG) e atua como Auxiliar de Serviços Gerais no município de Brasilândia do Tocantins. E-mail de contato: joabcardoso1@outlook.com.

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