Uma operação do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE/TO), denominada “Hades”, deflagrada nesta terça-feira, 08 de abril, teve como alvo duas empresas do ramo do agronegócio envolvidas em uma suposta fraude com prejuízos estimados de R$ 8 milhões. Endereços de Araguaína, Miracema do Tocantins, Barrolândia, além de Unaí, Minas Gerais, também foram alvo da ação.
Conforme o MPE/TO, que contou com apoio da Receita Federal e da Polícia Civil, a organização criminosa teria se associado para a prática de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Algumas das empresas investigadas conforme apontado, seriam de fachada, criadas com o intuito de fraudar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
O proprietário de uma destas empresas com sede em Guaraí, que residia no Distrito Federal (DF), declarava renda equivalente a um salário-mínimo, o que reforçou as suspeitas de que o indivíduo serviria apenas como “laranja” no esquema. A Justiça também autorizou a suspensão das atividades das empresas envolvidas no suposto esquema e restrições profissionais aos investigados.
Um Contador, que mantinha vínculo com diversas das empresas suspeitas de atuação fraudulenta, teria recebido valores em sua conta pessoal enviados por alguns do envolvidos. Também foram identificadas movimentações financeiras atípicas e transferências de poderes administrativos dentro das empresas, com o objetivo de ocultar os verdadeiros responsáveis e dar aparência de legalidade.
Motivo do nome “Hades”
O nome da operação faz referência a um deus grego do submundo. Segundo a crença mitológica, “Hades” raptou “Perséfone”, deusa da agricultura, afetando a colheita e causando sofrimento à população da antiguidade, assim como a sonegação fiscal nos tempos atuais compromete a arrecadação dos recursos públicos e afeta diretamente a prestação de serviços essenciais à sociedade.








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