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Bons negócios nos leilões de imóveis


Foto: Arquivo Pessoal - Investir num bem material deve ser algo prazeroso e frutífero e para tanto é necessário cautela. O auxílio jurídico de um profissional pode ser essencial para que você faça um bom negócio.

Publicado em 20/08/2018 18:00 - Categoria: Opnião

Por Marcus Novaes “Doutor Poupança”.

 

Caso esteja procurando por um imóvel para investimento, a sua oportunidade de fechar um bom negócio pode estar em na aquisição por leilão. Para tanto, é importante estar ciente sobre assuntos pertinentes a aquisição para que aquisição "barata" não venha acompanhada de "dores de cabeça" que podem ser evitados ou minimizados.

 

Creio que a principal questão são as despesas envolvidas na aquisição, tenha em mente que os valores nesse procedimento variam, mas podem chegar à aproximadamente 10% a mais que o preço do imóvel arrematado. Esses valores englobam a comissão do leiloeiro fixa em 5%, o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) (que em São Paulo é 3%, despesas cartorárias (transferência e registro), desocupação (que varia de acordo com o tipo de leilão) e por fim, os honorários de consultoria do seu advogado de confiança.

 

Também tome cuidado com os débitos, procure saber sobre todos os possíveis débitos que podem acompanhar o imóvel, que normalmente são descritos no Edital do Leilão. Mas independentemente do edital, aconselho uma breve pesquisa na internet e que você levante certidões de débito, para que tudo seja analisado de forma ponderada.

 

Da mesma que informo quando o assunto é economizar na compra de apartamento, para leilões não é diferente, por isso ressalto a importância de se fazer uma pesquisa de valor no mercado, analisando preços e produtos no padrão de sua escolha e, assim, saber até onde pode chegar o seu lance.

 

O que acontece no caso dos leilões, é que devemos estar atentos e preparados para as oportunidades que podem aparecer. Quando o leilão é encerrado, não há nada que possamos fazer, pois não é possível desistir, por isso fique de olho nas notícias acerca do mercado e mantenha-se preparado. Assim, tire todas as suas dúvidas antes dar seu lance, evitando riscos, para analisar previamente todos os riscos, antes de ofertar o lance.

 

Outro aspecto que acho válido ressaltar, são os imóveis ocupados. Desde que o leilão seja feito de forma judicial, este não é um problema, pois após a arrematação, o mesmo juiz dá a ordem de desocupação. Já no leilão extrajudicial oriundos de financiamento ou parcelamento por "alienação fiduciária", cabe ao arrematante buscar a posse e, se não conseguir amigavelmente, deve entrar com uma ação judicial para conseguir a posse e isso pode majorar o tempo e despesas.

 

Uma coisa é certa, independente se o leilão for judicial ou extrajudicial, se o imóvel estiver ocupado, é essencial tentar tomar a posse amigavelmente, e ainda que demore, havendo cautela, ainda assim é possível realizar boas aquisições, e você pode ter no leilão, uma ótima modalidade de investimento.

 

Investir num bem material deve ser algo prazeroso e frutífero e para tanto é necessário cautela. O auxílio jurídico de um profissional pode ser essencial para que você faça um bom negócio e consiga quantificar antecipadamente lucros e despesas. Inclusive, para lhe ajudar, preparei uma relação de sites e links de renomados leiloeiros, para que você pode se cadastrar para receber informações de oportunidades.

 

Termino informando que agora em agosto a Caixa irá realizar o leilão de mais de 300 imóveis na cidade de São Paulo, quem sabe não é uma boa hora para tentar a sorte? Pense, analise e não tenha medo. Boa sorte!

 

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Marcus Novaes, conhecido popularmente como “Doutor Poupança” é advogado, especialista em recuperação de ativos e teses rentáveis, com mais de 18 anos de experiência na área. Mais informações podem ser obtidas em seu canal no Youtube: https://www.youtube.com/c/DoutorPoupan%C3%A7aMarcusNovaes.

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